Por que o regime de Lucro Real, apesar de mais complexo, pode representar menos imposto para supermercados com margem baixa.

Lucro Real pode sair mais barato para supermercados

Lucro Real tem fama de ser o regime mais complexo — e é mesmo. Mas para supermercados, que costumam operar com margem de lucro apertada, ele pode representar uma carga tributária menor do que o Lucro Presumido.

Por que a margem importa

O Lucro Presumido calcula o imposto sobre uma margem de lucro fixa presumida por lei, independente da margem real do negócio. Se a margem real do supermercado é menor que essa presunção — o que é comum no setor, dado o alto volume e a margem apertada por produto — o Lucro Presumido acaba cobrando imposto sobre um lucro maior do que o que a empresa de fato tem.

A vantagem dos créditos de PIS/COFINS

No Lucro Real, o PIS e a COFINS entram no regime não cumulativo, o que permite aproveitar créditos sobre insumos como energia, embalagens, frete e manutenção de estoque. Para uma operação de alto volume e baixa margem como um supermercado, esses créditos podem reduzir a carga efetiva desses dois tributos para bem abaixo da alíquota do regime cumulativo.

Não é regra para todo supermercado

A vantagem do Lucro Real depende da margem real de cada operação e do volume de créditos que a empresa consegue efetivamente aproveitar. Por isso, antes de trocar de regime, o caminho correto é simular os dois cenários com os números reais da empresa.

Vale a análise

Dado o potencial de economia, supermercados que nunca simularam essa comparação — ou que estão no Lucro Presumido só porque "sempre foi assim" — têm bons motivos para revisar essa decisão com atenção.

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